Quarta, 26 de Agosto de 2026

Operar vários marketplaces sozinho gera custo ao vendedor

Cada canal de venda opera com uma interface de programação própria, que muda com frequência e exige manutenção constante. Especialistas da Dogama, plataforma de dropshipping nacional, explicam por que a operação multicanal cria um custo técnico in...

26/08/2026 às 14h16
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem do Magnific/rawpixel.com
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Vender em vários marketplaces (sites que reúnem diversos vendedores com diferentes ofertas de produtos e serviços) ao mesmo tempo significa manter, de forma simultânea, diversas integrações técnicas em funcionamento. Cada canal opera com padrões próprios, regras, limites e ritmos de atualização diferentes.

No dropshipping, modelo de comércio eletrônico em que o vendedor anuncia produtos sem manter estoque próprio, também são levantados desafios relacionados a prazos de entrega, qualidade dos itens e dependência de fornecedores, fatores que podem afetar diretamente não só a experiência do consumidor como a reputação das lojas virtuais.

Quem vende sem ter estoque depende do fornecedor para despachar a mercadoria, e é nesse ponto que a falta de integração pode ser prejudicial. O efeito se manifesta quando uma dessas integrações não funciona. Anúncios saem do ar, o estoque deixa de ser atualizado e os pedidos param de sincronizar entre os canais, e o vendedor costuma perceber a quebra apenas quando a venda já foi perdida ou concluída sem produto disponível.

A exposição a esse tipo de falha é ampliada pela baixa estruturação tecnológica de parte do varejo brasileiro. De acordo com pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o uso de aplicativos, softwares ou programas de gestão integrada era prática de 47% dos pequenos negócios em 2025, ou seja, menos da metade adota ferramentas que centralizam o controle da operação. O número indica que boa parte dos vendedores ainda administra estoque, pedidos e anúncios de maneira manual ou fragmentada.

Para Matheus Lobo, diretor de tecnologia (CTO) da Dogama, plataforma de dropshipping nacional que conecta fornecedores e revendedores, o principal custo dessa operação não aparece em nenhuma planilha. "O maior custo invisível é o tempo. Cada marketplace tem uma interface de programação de aplicações (API) própria que muda o tempo todo, e o lojista que tenta manter isso sozinho vira técnico de integração em vez de vendedor", afirma.

Quando a integração quebra

As alterações nas APIs são descritas por Lobo como parte da rotina do setor. Segundo o executivo, o vendedor que administra as conexões por conta própria fica exposto a falhas silenciosas. "Mudança de API é rotina nos marketplaces. O perigo é que o vendedor sozinho só percebe a quebra quando já perdeu venda ou vendeu sem estoque", diz.

Ele informa que a sincronização em tempo real é o que impede que um produto seja vendido sem estar disponível no estoque. "O lojista nem percebe quando o conjunto de regras muda, e é assim que deve funcionar".

A resposta a esse cenário, no modelo das plataformas de gestão multicanal, está na centralização das integrações em um único ambiente. Pedro Pagan, líder de produto da Dogama, explica que a manutenção passa a ser feita uma vez, de forma compartilhada entre todos os lojistas. "Vendeu em um canal, o estoque atualiza nos outros na hora, tudo num painel só. Em datas como a Black Friday, é essa estrutura que segura o volume", assinala.

Operação sem equipe de tecnologia

Para o vendedor que não dispõe de uma área de tecnologia, a recomendação de Lobo é não tentar resolver a complexidade técnica sem o preparo adequado. "O caminho é operar sobre uma plataforma que já cuida disso e focar no que é simples: acompanhar os comunicados dos marketplaces e testar a operação antes das datas de pico", orienta o CTO.

O tema ganha relevância em um mercado em expansão e com número crescente de canais. O comércio eletrônico brasileiro deve ultrapassar R$ 258 bilhões em faturamento em 2026, alta estimada de 10% sobre o ano anterior, segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Em paralelo, o social commerce amplia as frentes de venda: o TikTok Shop, lançado no país em 2025, tornou-se mais um canal a ser integrado à operação dos lojistas.

Para Pagan, a tendência é que a automação absorva as tarefas repetitivas e libere o vendedor para decisões estratégicas. "A automação assume o repetitivo, como estoque, anúncio e etiqueta, e o vendedor fica com a decisão: o que vender e por qual preço", avalia. Ele ressalta que, com o avanço de canais como o TikTok Shop, a gestão multicanal integrada "deixa de ser diferencial e vira o mínimo para vender online".

O ganho de eficiência, na visão do líder de produto, está na capacidade de operar mais canais com menos erros e sem ampliar a estrutura. "Com a ferramenta certa, uma operação de uma pessoa vende em cinco canais com menos erro do que uma equipe inteira fazendo na mão", conclui Pagan.

Para mais informações, basta acessar: https://dogama.com.br/

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