
Os bancos brasileiros devem aplicar R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, montante 8% superior ao de 2025 e 58% acima do registrado cinco anos antes. Os números constam da 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, conduzida pela Deloitte para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que reserva cerca de R$ 3 bilhões a inteligência artificial (IA), Analytics e Big Data, expansão de 8% em relação ao ciclo anterior, segundo dados divulgados em 25 de agosto de 2026, durante o Febraban Tech, em São Paulo.
Para Edson Silva, fundador e presidente da Nexxera, ecossistema transacional financeiro e mercantil entre empresas, instituições financeiras e cadeias produtivas, é fundamental este investimento, pois há um volume enorme de dados que precisam ter uma análise e visão mais estratégica para ampliar e fortalecer os negócios.
O estudo indica que 92% dos bancos associam a IA ao ganho de velocidade em tarefas rotineiras, enquanto 52% citam menor tempo de resposta aos clientes, redução de custos e eficiência na análise de dados. "Considerando que os dados transitam em ambientes heterogêneos, muitas vezes desconectados, quanto mais rápido pudermos capturá-los e quanto mais precisos eles forem, mais favoreceremos a análise comportamental e a entrega de valor", detalha o executivo.
A base operacional sobre a qual esses investimentos se apoiam é majoritariamente digital. A versão completa do levantamento registra que, das 240,8 bilhões de transações bancárias realizadas em 2025, 83% ocorreram em canais digitais, e que 63% das operações de pessoas jurídicas já passam pelo celular. Com mais etapas registradas eletronicamente, amplia-se o volume de informações produzidas ao longo de cada relação comercial.
A consistência desses registros interfere diretamente no retorno das estruturas tecnológicas. Um estudo da IBM aponta que mais de um quarto das organizações estima perder mais de US$ 5 milhões por ano com a baixa qualidade dos dados, e 7% relatam perdas de US$ 25 milhões ou mais. O indicador desloca a discussão da simples aquisição de ferramentas para a forma como informações dispersas entre sistemas e etapas se relacionam.
Uma relação comercial, vários registros
Uma relação comercial e financeira é marcada por vários eventos originados em múltiplas empresas, cujos registros nem sempre estão centralizados. Segundo Silva, um dado transacional conta apenas uma parte da história e quase sempre está relacionado a outras informações da mesma relação. Quando integrados, esses dados permitem entender o comportamento real da relação entre as partes envolvidas.
"Automatizar uma etapa isolada acelera um procedimento, mas não conecta o percurso completo, porque os registros tendem a permanecer restritos ao ambiente de origem quando não há comunicação com as demais estruturas", contextualiza.
Integração como parceria estratégica
É nesse ponto que a Nexxera posiciona sua atuação. De acordo com a empresa, seu ecossistema gerencia processos, informações e fluxos entre empresas, instituições financeiras e cadeias produtivas, além de oferecer um conjunto de ferramentas voltadas à melhoria de processos, com foco em gerar inteligência, ampliar resultados e aumentar a rentabilidade.
"A expansão de Analytics e IA torna essa conexão ainda mais necessária. Modelos capazes de processar grandes volumes, identificar padrões e acelerar análises exigirão mais qualidade, padronização e encadeamento das informações e dos dados transacionais", observa o presidente da Nexxera. Na avaliação dele, em muitos cenários o avanço não virá da incorporação de mais uma ferramenta, e sim da forma como as organizações interpretam os dados.
Da digitalização de processos à conexão entre participantes
A evolução tecnológica amplia a visão estratégica dos dados. Em um primeiro momento, digitalizar significava substituir rotinas manuais por fluxos eletrônicos. Agora, a automação contribui para a padronização, com forte reflexo na inteligência e aplicabilidade dos dados e dos fluxos, que precisam se comunicar, seja dentro ou fora de cada organização participante.
Os R$ 50,4 bilhões previstos para 2026 sinalizam que o setor financeiro seguirá ampliando sua capacidade de gerar, armazenar e interpretar informações. À medida que mais processos evoluem, o desafio está em ampliar as conexões e contextos, ampliando a utilidade dos dados e a integração entre sistemas e participantes.
Para mais informações, basta acessar: https://www.nexxera.com
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