
Nesta sexta-feira, 21, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Cristiana Vicente Nunes, no bairro Centenário, promoveu a ação "O Olhar Que Protege" para famílias do programa Família Que Acolhe (FQA). A programação abordou o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com foco na sensibilização dos responsáveis. A iniciativa também orientou sobre onde buscar ajuda em casos de suspeita.

Além da roda de conversa, a atividade incluiu a exibição do filme "Preciosa – Uma História de Esperança", uma dinâmica de perguntas e respostas, além da brincadeira "Semáforo do Toque", recurso lúdico que ensina crianças e responsáveis a identificar toques permitidos (verde), que exigem atenção (amarelo) e que não são permitidos (vermelho).

A gerente do CRAS, Laiza Pereira, explicou que o tema já havia sido trabalhado com outros públicos, mas que, desta vez, a atenção se voltou especialmente aos participantes do Família Que Acolhe.
“Fizemos esse trabalho com o Projeto Conviver e o Cabelos de Prata, mas agora focamos no FQA, que atende mais de 1.300 beneficiárias. Queremos conscientizar os pais de que o CRAS é um local de acolhimento e que eles, juntamente com a comunidade, são responsáveis pela segurança das crianças e adolescentes. Orientamos onde denunciar, onde buscar ajuda e como fortalecer a confiança na relação com os filhos”.

Beneficiária do programa há cerca de três anos, Kaira Fabiana agradeceu o acolhimento e destacou a importância da roda de conversa para reforçar o diálogo com os filhos sobre proteção.
“Entendi melhor como abordar esse assunto com meus dois filhos. Na primeira gestação, fui acolhida e tive dúvidas respondidas. Agora, na segunda, o programa continua maravilhoso. Aqui há pediatras e especialistas, e a criança é acompanhada até os dois ou três anos. Espero que todas as mães tenham esse acolhimento".

Participante do seu primeiro encontro no FQA, Liliane Falk, gestante de quatro meses, disse que as dinâmicas ampliaram seu conhecimento e reforçaram a importância da rede de apoio.
“Estou na minha primeira gestação e essa é a primeira vez que participo do programa. Os diálogos foram esclarecedores, porque eu nunca tinha recebido orientações tão detalhadas sobre como proteger meu filho desde cedo. Saber que a Prefeitura oferece esse suporte me dá mais tranquilidade e confiança para encarar a maternidade. Minha expectativa é grande e espero levar esse aprendizado não só para mim, mas para outras pessoas que não conhecem o tema”.
*Supervisionado por Shirleia Rios*
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