Quarta, 29 de Abril de 2026

Laser traz mais precisão para cirurgias proctológicas

Novas abordagens com laser e cirurgias minimamente invasivas vêm transformando o cuidado com a saúde íntima e reduzindo o impacto dos tratamentos n...

29/04/2026 às 12h21
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de Freepik/Flowo
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Por muito tempo, a proctologia esteve cercada por diversos tabus, mas, nos últimos anos, tem passado por uma transformação impulsionada pelo avanço tecnológico e pela ampliação do acesso à informação. A área vem incorporando técnicas mais modernas e menos invasivas, que ampliam as possibilidades de tratamento para condições que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

Um estudo comparativo publicado na PubMed Central, conduzido por pesquisadores de Kosovo, analisou os resultados da hemorroidoplastia a laser em relação à hemorroidectomia cirúrgica aberta no tratamento de hemorroidas.

Os dados apontam que o procedimento com laser apresentou menor tempo de duração, com média de 16 minutos, enquanto a cirurgia aberta registrou tempo médio de 27 minutos, evidenciando ganhos em agilidade associados ao uso de tecnologias menos invasivas.

A Dra. Amanda Calheiros, médica cirurgiã do aparelho digestivo e proctologista, afirma que os avanços no uso de laser e de técnicas cirúrgicas mais refinadas trouxeram uma nova perspectiva para o cuidado da saúde íntima, tanto feminina quanto masculina. Ela ressalta que o uso do laser e de técnicas minimamente invasivas permite abordagens mais precisas, com menor trauma tecidual e maior preservação das estruturas anatômicas, o que favorece um pós-operatório mais confortável.

"De forma geral, os métodos mais modernos tendem a proporcionar uma recuperação mais tranquila e um retorno mais precoce às atividades do dia a dia, o que impacta diretamente a qualidade de vida. Procedimentos com laser, por exemplo, muitas vezes podem ser realizados de forma ambulatorial", detalha. Porém, a especialista reforça que cada organismo responde de maneira única, tornando o acompanhamento médico essencial para garantir uma evolução segura.

Na proctologia, a profissional pontua que tanto homens quanto mulheres podem apresentar condições frequentes como hemorroidas, fissuras anais, fístulas e doença pilonidal, que, em muitos casos, podem ser tratadas com técnicas menos invasivas, dependendo da avaliação individual.

Tabus ainda dificultam o acesso ao cuidado

Na análise da Dra. Amanda Calheiros, a saúde íntima ainda é cercada por tabus. Entre as mulheres, ela afirma que isso se reflete em queixas relacionadas à estética e ao conforto íntimo; já entre os homens, é mais comum o adiamento da procura por avaliação, especialmente em questões proctológicas.

De acordo com a médica, ao apresentar aos pacientes opções de tratamentos mais modernos, menos invasivos e com recuperação mais tranquila, parte do medo é reduzida. "O principal é o acolhimento: criar um ambiente seguro, com escuta ativa e respeito, é fundamental para que tanto mulheres quanto homens se sintam à vontade para buscar cuidado", frisa.

Tecnologias ampliam possibilidades na saúde íntima feminina

Na saúde íntima feminina, a Dra. Amanda Calheiros revela que são comuns queixas como ressecamento vaginal — especialmente na menopausa —, desconforto nas relações, alterações na região íntima e quadros leves de incontinência urinária. Em alguns desses cenários, a médica destaca que tecnologias como o laser íntimo podem ser consideradas, inclusive para mulheres que têm restrição à terapia hormonal.

"É importante reforçar que não existe uma única técnica ideal: cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada, respeitando suas características e necessidades", salienta.

Tendência é de medicina mais personalizada e menos invasiva

Para os próximos anos, a especialista acredita que a tendência é uma medicina cada vez mais personalizada, com foco em técnicas menos invasivas e na melhora da qualidade de vida. Tecnologias como laser, radiofrequência e terapias regenerativas devem continuar evoluindo, tanto na proctologia quanto na saúde íntima feminina, identifica.

"Ao mesmo tempo, vemos um movimento importante de ampliar o cuidado com a saúde masculina, incentivando o diagnóstico precoce e reduzindo o atraso na procura por atendimento", conclui a Dra. Amanda Calheiros.

Para mais informações, basta acessar: https://grupoamandacalheiros.com.br/

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