
Os canteiros do Centro de Difusão Tecnológica (CDT), localizado na região do Bom Intento, zona rural do município, são um dos principais atrativos do 4º Dia de Campo em Hortifrúti da Prefeitura de Boa Vista, ocorrido nesta sexta-feira, 27. Os espaços foram planejados por técnicos da Secretaria de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI) para receber visitantes interessados em conhecer diferentes culturas e técnicas de manejo.
Antes do plantio, a área passou por um processo criterioso de preparação, incluindo limpeza, nivelamento e adubação do solo. Esse cuidado garantiu o desenvolvimento saudável das plantações e possibilitou as demonstrações durante as visitas guiadas.

O evento reuniu um público diversificado, incluindo empresas fornecedoras de insumos, especialistas da Embrapa, produtores, cooperativas, associações da agricultura familiar, além de estudantes e acadêmicos de ciências agrárias.
Os visitantes encontraram grande diversidade de culturas lado a lado, como quiabo, melão, batata-doce, berinjela, tomate, cenoura, abobrinha, macaxeira, pepino, brócolis, feijão-verde, repolho, cebolinha, coentro, amendoim e melancia. A variedade permitiu comparar técnicas, observar o comportamento de cada cultivo e esclarecer dúvidas diretamente com os técnicos.

“É muito difícil o agricultor investir na sua propriedade, gastar tempo e dinheiro e depois não ter resultado. Aqui no CDT, ele encontra uma fórmula já testada. Quando indicamos como plantar determinada cultura, é porque já realizamos ensaios e temos a forma mais eficiente e acessível para garantir bons resultados", disse o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva.
A estudante de agronomia, Joádila Almeida de Melo Barros, participou pela primeira vez. “É fascinante ver como esse trabalho é desenvolvido. Assistir às palestras e depois acompanhar tudo na prática torna o aprendizado ainda mais completo", destacou.

Produtora há 10 anos, Mirlene Marques aproveitou para conhecer alternativas que podem ser aplicadas em sua propriedade, com foco em eficiência e sustentabilidade. “Esses eventos ajudam a gente a aprender novas técnicas, conhecer produtos e sementes. Aqui, por exemplo, já aprendi sobre aplicação de insumos e passei a substituir produtos químicos por biológicos”, contou.

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