Quarta, 28 de Janeiro de 2026

Obesidade e diabetes demandam acompanhamento contínuo

Dr. Laercio Raposo fala sobre a importância do acompanhamento médico contínuo e multiprofissional no controle da obesidade e do diabetes, condições...

28/01/2026 às 15h38
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de armmypicca no Freepik
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Em média, um a cada dez brasileiros (10,5%) possui diabetes, e a obesidade é o maior fator de risco. É o que revelam dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes, repercutido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí.

De acordo com o relatório, a doença pode atingir 21,5 milhões de brasileiros em 2030. Hoje, o Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), ficando atrás somente da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

Indicativos do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da Federação Mundial da Obesidade, apontam que 68% dos brasileiros têm excesso de peso. O balanço revela que, desse percentual, 31% têm obesidade e 37% têm sobrepeso, conforme noticiado pela Agência Brasil.

Apesar dos dados alarmantes, obesidade e diabetes são frequentemente tratados como problemas pontuais, como ressalta o médico endocrinologista Dr. Laercio Raposo. Para ele, é importante reforçar que ambas as doenças se tratam de condições crônicas que exigem acompanhamento médico contínuo e não se resolvem com intervenções isoladas ou soluções rápidas.

"São condições crônicas, ligadas a alterações metabólicas que se constroem ao longo do tempo".

Segundo o especialista, o tratamento precisa focar em uma mudança de vida consistente, capaz de reverter esses mecanismos que levaram ao problema. Isso não acontece do dia para a noite, mas é possível quando existe acompanhamento médico contínuo e um plano bem conduzido a longo prazo.

O Dr. Laercio Raposo também chama a atenção para os principais riscos metabólicos associados ao controle inadequado da obesidade e do diabetes ao longo do tempo. Ele ressalta que o mau controle pode levar a complicações como doenças cardiovasculares, hipertensão, alterações do colesterol, acúmulo de gordura no fígado, problemas renais e neurológicos.

"Essas alterações costumam andar juntas e fazem parte do que chamamos de síndrome metabólica. Por isso, não dá para tratar tudo de forma isolada: é preciso cuidar da pessoa como um todo, de forma progressiva e integrada", diz.

Pessoas com obesidade têm mais chances de desenvolver doenças como pressão alta, diabetes, problemas nas articulações, como informa uma publicação da Biblioteca Virtual em Saúde. Indivíduos com sobrepeso também têm probabilidade maior de sofrer com dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e algumas formas de câncer.

De acordo com o Dr. Laercio Raposo, o acompanhamento regular com um endocrinologista pode contribuir para o equilíbrio da glicemia e para a perda de peso de forma segura e sustentável. "O acompanhamento regular permite fazer correções de rota ao longo do caminho. Cada pessoa responde de um jeito, enfrenta dificuldades diferentes e vive momentos distintos".

O médico endocrinologista destaca que, quando o tratamento é acompanhado de perto, é possível ajustar estratégias, alinhar expectativas e conduzir a perda de peso e o controle da glicemia de forma segura, respeitando as particularidades de cada paciente.

Segundo o Dr. Laercio Raposo, a personalização do tratamento, considerando histórico clínico, metabolismo e rotina do paciente, impacta os resultados no controle dessas doenças.

"Quando o tratamento leva em conta o histórico clínico, a realidade do dia a dia e as limitações de cada pessoa, ele se torna mais possível de ser seguido. Isso melhora a adesão, reduz frustrações e aumenta muito as chances de resultados duradouros".

O especialista também observa que o acompanhamento contínuo ajuda o paciente a entender que pequenos deslizes são corrigíveis. "Quando a pessoa sai um pouco da rota, ela pode voltar, ajustar estratégias e seguir em frente. O verdadeiro insucesso acontece apenas quando se abandona o tratamento", explica.

O médico salienta que a educação sobre a própria saúde ajuda o paciente a tomar decisões melhores no dia a dia, não dependendo apenas da consulta ou do medicamento. "Inclusive, desenvolvo materiais educativos e digitais com esse objetivo: transformar orientação médica em prática real, aplicável na rotina", afirma o endocrinologista.

Para concluir, Dr. Laercio Raposo destaca que, hoje, os brasileiros vivem em um ambiente que não favorece a saúde: excesso de alimentos ultraprocessados, sedentarismo e estresse constante facilitam o desenvolvimento da síndrome metabólica.

"Talvez não consigamos mudar o macroambiente, mas o microambiente, aquilo que está sob nosso controle, pode e deve ser transformado", explica o médico.

O Dr. Laercio Raposo é médico endocrinologista, com título de especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Para mais informações, basta acessar: https://institutolaercioraposo.com.br/

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