Segunda, 26 de Janeiro de 2026

Vigilância preventiva amplia a proteção de áreas externas

Totens inteligentes combinam tecnologia, presença física e monitoramento contínuo para antecipar riscos e reforçar a segurança em espaços abertos.

26/01/2026 às 10h32
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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A crescente preocupação com a segurança em áreas externas, como ruas, praças, acessos, estacionamentos e perímetros urbanos, tem levado empresas, condomínios e administrações públicas a buscar novas alternativas de proteção. Segundo pesquisa Genial/Quaest de novembro de 2025, 38% dos brasileiros apontaram a violência como principal preocupação, consolidando o tema como a maior inquietação nacional, à frente de questões como economia, problemas sociais, corrupção, saúde e educação.

Nesse cenário, segundo Walter Uvo, Head da Divisão de Proteção Perimetral Externa (PPE) da Emive&Co, especializada em tecnologia e segurança eletrônica, soluções de vigilância preventiva ganham espaço ao integrar tecnologia, presença física e operação especializada. O executivo explica que a proposta é atuar de forma contínua em ambientes abertos, ampliando o tempo de resposta diante de comportamentos suspeitos e reduzindo a probabilidade de incidentes.

"Grande parte das situações de risco se desenvolve fora dos imóveis, em áreas abertas e de circulação", afirma Uvo. "A vigilância preventiva parte do princípio de que é possível identificar sinais de alerta e agir antes que o problema se concretize", completa.

Tecnologia aplicada ao espaço urbano

Entre essas iniciativas estão os totens de monitoramento inteligente, estruturas instaladas em áreas externas que utilizam sensores de imagem com inteligência artificial (IA), aliados ao monitoramento humano 24 horas por dia. As soluções também podem contar com integração com autoridades locais, como a PMMG e o sistema Hélios, em Belo Horizonte (MG), além do Smart Sampa da Prefeitura de São Paulo, na capital paulista.

"O objetivo vai além do simples registro de imagens. A tecnologia atua na identificação de padrões e situações que demandam atenção imediata, priorizando eventos relevantes para análise", ressalta o especialista.

Já em operação em Belo Horizonte e São Paulo, totens da empresa utilizam inteligência artificial para identificar eventos como intrusão, aglomeração, perambulação e comportamentos suspeitos. As ocorrências podem ser analisadas por operadores especializados da central de monitoramento, que seguem protocolos definidos de resposta.

"A tecnologia ajuda a filtrar o que realmente importa, enquanto a análise humana garante leitura de contexto e tomada de decisão adequada", explica o executivo. "Esse equilíbrio reduz alertas desnecessários e torna a vigilância mais eficiente", complementa ele.

Presença visível e efeito dissuasivo

Na avaliação de Uvo, além do componente tecnológico, a presença física dos totens exerce papel estratégico na segurança. O executivo explica que estruturas visíveis e distribuídas pelo ambiente funcionam como elemento dissuasivo, inibindo ações oportunistas e contribuindo para a sensação de proteção no entorno.

"A vigilância visível altera a dinâmica do espaço urbano", observa o executivo. "Ela transmite a mensagem de que a área está sendo monitorada de forma contínua, o que influencia diretamente o comportamento", pondera Walter Uvo.

Soluções para diferentes contextos

O executivo reforça que as soluções de vigilância preventiva para áreas externas têm sido desenvolvidas para atender a diferentes cenários de risco e perfis de uso. Segundo o especialista, em ambientes urbanos abertos, como vias públicas, praças e áreas de grande circulação, estruturas de monitoramento fixas e visíveis atuam de forma contínua, combinando tecnologia e presença física para ampliar o controle do espaço e inibir ações oportunistas.

Já em áreas residenciais, destaca o executivo, o foco recai sobre a proteção do entorno e dos acessos, com soluções dimensionadas para acompanhar rotinas locais e identificar comportamentos fora do padrão. Em fachadas, portarias e entradas de comércios, condomínios e empresas, a vigilância tende a ser mais direcionada, concentrando-se nos pontos de maior vulnerabilidade e fluxo.

"A segurança externa não é única nem padronizada. Cada ambiente exige um desenho específico de vigilância", afirma Uvo. "Quando é possível adequar a solução ao contexto — seja urbano, residencial ou corporativo —, a proteção se torna mais eficiente e proporcional ao risco", frisa.

"Com a ampliação desse tipo de abordagem, o debate sobre segurança passa a incorporar uma visão mais preventiva e integrada, na qual antecipação, visibilidade e resposta qualificada se consolidam como elementos centrais para a proteção de espaços urbanos e corporativos", conclui o profissional.

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