Quinta, 02 de Julho de 2026

Executivos do Rioprevidência são alvo de operação da PF

Presidente da instituição está em viagem de férias

23/01/2026 às 17h28
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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© Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente e diretores do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) foram alvos nesta sexta-feira (23) da Operação Barco de Papel, da Polícia Federal. Eles são suspeitos de envolvimento em operações financeiras irregulares de quase R$ 1 bilhão com o Banco Master. A instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, em crise, teve decretada a liquidação extrajudicial pelo Banco Central .

No Rio, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. Um deles, na casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. Lá, a polícia apreendeu um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil, um pen drive, relógio, além de documentos diversos. Ele não foi encontrado e a instituição informou que ele está de férias programadas desde 2025.

A PF também esteve nas residências do ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues, e do ex-diretor interino de Investimentos, Pedro Pinheiro Guerra Leal. Na casa do primeiro, a PF encontrou R$ 3,5 mil, apreendidos junto com um veículo de luxo, celular, notebooks, pen drive e HDs, além de documentos.

O fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, segundo as investigações, teria aplicado R$ 970 milhões no Banco Master, entre novembro de 2023 e julho de 2024. De acordo com a PF, as operações colocaram o patrimônio dos 235 mil servidores do Rio e seus dependentes em risco e citou que a manobra poderia resultar em calote.

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Em nota, a corporação explicou que as operações irregulares do Rioprevidência "expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade".

Os crimes investigados envolvem gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

O fundo, no entanto, diz que agiu dentro da legalidade e que os valores estão resguardados por determinação judicial. Também assegurou que pagamentos de aposentados e pensionistas ocorrem normalmente.

"O investimento já está sendo quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao Master", informou o Rioprevidência, em nota.

O Banco Master, suspeito de fraudes, lavagem de dinheiro e outras irregularidades, está em fase de liquidação extrajudicial, por determinação do Banco Central.

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