
A incorporação de tecnologias digitais aos fluxos assistenciais tem se intensificado em hospitais brasileiros, especialmente em serviços de alta demanda, como os prontos-socorros. Nesse cenário, o Grupo Samel implantou uma plataforma de inteligência artificial integrada aos seus sistemas hospitalares nos prontos-socorros adulto e infantil, com o objetivo de estruturar informações clínicas desde a entrada do paciente até o atendimento médico.
A plataforma, denominada SAMIA (Samel Inteligência Artificial), organiza dados de pré-triagem e anamnese por meio de um fluxo digital que começa no check-in automatizado e segue para um totem de registro das queixas e respostas estruturadas do paciente. As informações são consolidadas pelo sistema antes do atendimento, permitindo que o profissional de saúde tenha acesso prévio ao histórico registrado no próprio fluxo assistencial.
O projeto foi reconhecido internacionalmente ao receber a Medalha de Ouro (Gold) no Digital Health Awards 2025, na categoria Connected Digital Health / Clinical Decision Support Tools, premiação organizada pelo Health Information Resource Center (HIRC), instituição norte-americana que avalia iniciativas de saúde digital em ciclos periódicos.
No Brasil, a iniciativa foi mencionada em reportagem da revista VEJA Mercado (Radar Econômico), que destacou a aplicação da inteligência artificial em ambientes de alta complexidade e volume assistencial. De acordo com a publicação, a plataforma apresentou taxa de 97,7% de concordância no apoio à decisão clínica em ambiente de pronto atendimento.
A implantação da SAMIA posiciona o Grupo Samel como uma das instituições hospitalares pioneiras no Brasil a adotar, de forma estruturada, sistemas de inteligência artificial aplicados à assistência, alinhando a operação hospitalar às práticas observadas em centros de saúde de maior maturidade digital do mundo.
Além do uso no pronto-socorro, a plataforma vem sendo aplicada em outros fluxos do ecossistema institucional, como suporte à decisão clínica durante a internação, checagem de interações medicamentosas na farmácia clínica e automação de processos administrativos, incluindo compras e gestão de pessoas entre outros.
A adoção de sistemas desse tipo reflete uma tendência de integração entre tecnologia e saúde voltada à organização da informação, à padronização de processos e ao suporte ao trabalho clínico, especialmente em ambientes de alta complexidade, nos quais o volume de dados e a necessidade de rapidez demandam soluções estruturadas.
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