Terça, 10 de Março de 2026

Cid foi advertido por Moraes durante audiência que manteve delação

PF havia constatado omissões e contradições em depoimentos anteriores

19/02/2025 às 16h12
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
© Antônio Cruz/Agência Brasil
© Antônio Cruz/Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi advertido pelo ministro Alexandre de Moraes por omissões e contradições encontradas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações do inquérito sobre a trama golpista para impedir o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A cobrança de Moraes pela prestação de informações verdadeiras ocorreu durante audiência, realizada em novembro do ano passado, na qual a validade da delação e os benefícios foram mantidos pelo ministro após Mauro Cid reafirmar todas as acusações contidas na delação.

O depoimento estava em sigilo, mas foi tornado público nesta quarta-feira (19) após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Bolsonaro e mais 33 investigados no inquérito do golpe .

Durante a oitiva, que foi realizada no dia 21 de novembro de 2024, Moraes esteve frente a frente com Cid e disse que a PF constatou que havia uma "série de omissões e contradições" nos depoimentos anteriores, entre elas, a tentativa de minimizar as acusações contra Bolsonaro.

A audiência foi convocada após o ex-ajudante de Bolsonaro ter negado à PF, nos dias anteriores, que o ex-presidente tinha conhecimento do plano golpista para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e Moraes.

Contudo, de acordo com as investigações da Operação Contragolpe, uma das reuniões da trama golpista foi realizada na casa do general Braga Netto, em Brasília, no dia 12 de novembro de 2022, e teve a participação de Cid.

Durante a audiência, o ministro disse que a oitiva era uma nova oportunidade para o colaborador prestar informações verdadeiras.

"Vários documentos foram juntados aos autos, onde celulares, mensagens de celulares, mensagens de computadores, novos laudos foram juntados, se percebeu que há uma série de omissões e uma série de contradições. Eu diria aqui, com todo respeito, uma série de mentiras na colaboração premiada", afirmou Moraes.

O ministro também lembrou que Cid tinha a seu desfavor um parecer da PGR pelo retorno à prisão pelas omissões encontradas nos depoimentos e a possibilidade de revogação dos benefícios.

"Eventuais novas contradições não serão admitidas. Eu quero que ele diga o que sabe, mais especificamente em relação ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro, às lideranças militares citadas, general Braga Netto, general Heleno, general Paulo Sérgio, general Ramos e eventuais outros que ele tiver conhecimento", completou Moraes.

Durante a audiência, Cid reafirmou todas as acusações contra os investigados e os benefícios foram mantidos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Boa Vista, RR
30°
Tempo limpo

Mín. 25° Máx. 36°

31° Sensação
5.14km/h Vento
51% Umidade
64% (0.11mm) Chance de chuva
07h10 Nascer do sol
07h15 Pôr do sol
Qua 34° 25°
Qui 33° 24°
Sex 31° 25°
Sáb 31° 24°
Dom 33° 24°
Atualizado às 21h01
Economia
Dólar
R$ 5,15 -0,23%
Euro
R$ 5,98 -0,25%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 382,686,01 +0,00%
Ibovespa
183,447,00 pts 1.4%