O Sistema Único de Saúde (SUS) irá adotar uma nova terapia fotodinâmica para tratar pacientes com câncer de pele, permitindo uma avaliação e tratamento no mesmo dia, evitando procedimentos dolorosos e mutilações. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomenda a incorporação desse aparelho ao sistema público no final de junho.
Desenvolvida pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), essa terapia é de baixo custo e fácil produção, sendo a única no mundo que permite tanto o diagnóstico quanto o tratamento do tumor. Esse foi o primeiro pedido de incorporação de tecnologia no SUS feito por uma universidade, com destaque para a Conitec.
A terapia fotodinâmica tem apresentado bons resultados para pacientes com câncer de pele não melanoma do tipo carcinoma basocelular superficial e nodular, mostrando-se como uma alternativa segura e eficaz para casos em que a cirurgia não é recomendada.
O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer maligno adquirido, e a cirurgia é a primeira opção de tratamento para remover as lesões. No entanto, para pacientes que não podem passar pela cirurgia ou que têm tumores de baixo risco, a terapia fotodinâmica oferece vantagens, sendo um procedimento ambulatorial que não requer grande infraestrutura.
A terapia fotodinâmica já conta com profissionais capacitados e infraestrutura instalada em dezenas de serviços públicos de saúde, conforme avaliação da Conitec.
Nesse novo tratamento, a lesão é preparada para receber a aplicação de um medicamento fotossensibilizante em creme na área submetida. Em seguida, uma luz com o comprimento de onda apropriado é irradiada para ativar o fotossensibilizador e destruir o tumor.