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NM Instituto propõe abordagem integral da saúde feminina
Proposta considera prevenção, metabolismo, saúde íntima, sexualidade, sono e bem-estar para acompanhamento individualizado. Médicas ginecologistas ...
28/07/2026 16h06
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A menopausa é definida pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos, por isso é determinada de forma retroativa. O período ocorre, geralmente, entre os 45 e 55 anos e marca o fim da fase reprodutiva feminina, conforme informações do Ministério da Saúde (MS). O climatério, por sua vez, é a fase que antecede a menopausa. Essa passagem é marcada por diversas mudanças físicas e mentais.

As mulheres não formam novos folículos — estruturas que abrigam e nutrem os óvulos — ao longo da vida e, quando todos eles morrem, os ovários chegam ao fim da sua vida útil. Nessa etapa, as concentrações dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona caem de forma permanente. O MS destaca que o conhecimento dos sinais e sintomas permite cuidados individualizados, o que melhora a qualidade de vida e o bem-estar da mulher nos anos seguintes.

A Dra. Nina Rosa, ginecologista, relata que muitas mulheres chegam ao consultório em busca de ajuda para questões hormonais, porém com necessidades muito além disso. "A reposição hormonal é uma ferramenta valiosa, mas frequentemente representa apenas uma parte da solução. Questões relacionadas ao metabolismo, composição corporal, sono, saúde íntima, sexualidade, emoções e qualidade de vida também exercem um papel fundamental nessa fase da vida", conta.

Após aprofundar os estudos em climatério, menopausa e saúde hormonal, ela e a Dra. Maria de Lourdes Neta, também ginecologista, criou o NM Instituto em Natal (RN), a partir da compreensão de que a saúde da mulher não pode ser vista de forma fragmentada.

"Nosso objetivo é oferecer um acompanhamento mais amplo, que integre prevenção, tratamento e promoção de saúde, ajudando cada mulher a envelhecer com mais bem-estar, autonomia e qualidade de vida", afirma a Dra. Maria de Lourdes.

Conforme explicam as especialistas, a proposta integrada do NM Instituto se diferencia dos modelos tradicionais de atendimento ginecológico por ter a prevenção como parte essencial do tratamento, que se apoia na valorização do rastreamento das principais doenças ginecológicas e no acompanhamento preventivo, em conjunto com a compreensão de que muitas das demandas da mulher nessa fase da vida não se limitam ao aparelho reprodutor ou às alterações hormonais isoladamente.

"Elas envolvem metabolismo, composição corporal, saúde íntima, sexualidade, qualidade do sono, bem-estar emocional e diversos outros fatores que impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida. Por isso, buscamos compreender a mulher como um todo, construindo estratégias individualizadas que respeitem suas necessidades, seu momento de vida e seus objetivos. Buscamos promover saúde de forma contínua e sustentável, em vez de apenas tratar sintomas", explica a Dra. Nina Rosa.

Prevenção e tratamento individualizado

A Dra. Maria de Lourdes esclarece que o acompanhamento individualizado contribui para resultados mais eficazes na saúde feminina porque permite compreender o contexto de cada paciente e desenvolver estratégias que façam sentido para sua realidade, já que cada mulher possui uma história, necessidades, sintomas e objetivos diferentes e, portanto, soluções padronizadas não existem.

"O acompanhamento individualizado inclui avaliar fatores hormonais, metabólicos, comportamentais e emocionais, além de utilizar recursos diagnósticos e terapêuticos que auxiliem na tomada de decisões mais precisas. Quando a mulher se sente compreendida e participa ativamente do seu plano de cuidados, a adesão ao tratamento tende a ser melhor e os resultados se tornam mais consistentes e duradouros", declara a ginecologista.

Para a Dra. Nina Rosa, a prevenção é um dos pilares da saúde feminina e pode ajudar mulheres a envelhecerem com mais autonomia e qualidade de vida. Segundo ela, identificar precocemente fatores de risco e acompanhar de perto as mudanças que acontecem ao longo dos anos permite agir antes que muitos problemas se instalem.

"Prevenção vai além de evitar doenças; na verdade, significa preservar funcionalidade, independência, vitalidade e qualidade de vida. É olhar para a saúde óssea, cardiovascular, metabólica, hormonal e emocional de forma integrada, ajudando a mulher a manter sua capacidade de realizar suas atividades, seus projetos e seus desejos ao longo do envelhecimento", comenta a médica.

Obesidade e saúde íntima

De acordo com a Dra. Maria de Lourdes, as alterações hormonais que ocorrem durante o climatério e a menopausa podem influenciar o metabolismo de diversas formas. Muitas mulheres percebem maior dificuldade para manter o peso, redução da massa muscular, aumento da gordura abdominal e mudanças na disposição física. No entanto, ela enfatiza que o ganho de peso nessa fase não acontece apenas por causa dos hormônios.

"Fatores como alimentação, sono, estresse, nível de atividade física, composição corporal e condições metabólicas também exercem grande influência. Por isso, a abordagem mais eficaz é aquela que considera todos esses aspectos de forma integrada. O tratamento deve ser individualizado e focado não apenas no peso, mas principalmente na saúde metabólica, na preservação da massa muscular e na qualidade de vida da mulher", revela a especialista.

A Dra. Nina Rosa observa que a saúde íntima funcional está diretamente relacionada ao conforto, à autoestima, à sexualidade e ao bem-estar feminino. Alterações hormonais comuns durante o climatério e a menopausa podem levar a sintomas como ressecamento vaginal, desconforto nas relações, infecções recorrentes e alterações urinárias, que muitas vezes são encaradas como algo inevitável do envelhecimento.

"Esses sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida e não devem ser negligenciados. Além disso, a saúde sexual é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um componente fundamental da saúde integral. Atualmente, diferentes estratégias terapêuticas ajudam a restaurar a funcionalidade dos tecidos íntimos, o que pode promover qualidade de vida, relacionamentos mais saudáveis e bem-estar físico e emocional às mulheres", acentua a médica.

Para conhecer a abordagem do NM Instituto, basta acessar: https://nminstituto.com.br/