O início de 2026 trouxe sinais claros de transformação na mobilidade urbana brasileira. Dados compartilhados pela coluna Estadão Mobilidade atestam que o uso de motocicletas em áreas urbanas tem aumentado de forma consistente: houve um crescimento de 15% no uso em São Paulo desde 2017, e o número de famílias com motos na região metropolitana subiu 50% entre 2017 e 2023.
Diante desse cenário, a eletrificação dessa frota é uma tendência estratégica, alinhada às metas de redução de emissões e eficiência econômica. Motos elétricas e scooters vêm ganhando espaço nas ruas das grandes cidades, impulsionadas por fatores que vão além da estatística.
A chamada micromobilidade elétrica tem se consolidado como alternativa prática, inteligente e sustentável para enfrentar os desafios da rotina urbana, especialmente em períodos de grande fluxo, como o Carnaval. De acordo com Armando Beça, sócio-fundador da Ecoolmove, empresa especializada em micromobilidade elétrica, o avanço desses veículos está diretamente ligado à simplificação do processo de uso.
"O grande motor desse avanço é a desburocratização. Diferente dos veículos convencionais, os autopropelidos e bicicletas elétricas oferecem uma jornada de uso muito simples: sem IPVA, sem a necessidade de emplacamento e com dispensa da CNH", avalia.
A Resolução 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) reforça esse movimento ao dispensar veículos autopropelidos e bicicletas elétricas do emplacamento e da exigência da Carteira Nacional de Habilitação.
"A Ecoolmove vê a Resolução como um marco fundamental. Ela trouxe a segurança jurídica necessária para fabricantes e usuários, definindo claramente as regras para autopropelidos e ciclomotores. Isso tira o setor da ‘zona cinzenta’ e permite que o Brasil avance em conformidade com as tendências globais de mobilidade", afirma Beça.
Além da desburocratização, a busca por soluções sustentáveis tem influenciado diretamente o comportamento dos consumidores. "Esse movimento deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um critério de compra. O consumidor hoje quer eficiência, mas não quer carregar o ‘peso’ ambiental de um motor poluente. Há um desejo claro de se deslocar de forma silenciosa e limpa, e os veículos elétricos conferem esse status de consciência ambiental e modernidade", explica o executivo.
Do ponto de vista da sustentabilidade, os veículos elétricos também desempenham papel estratégico na transição para cidades mais inteligentes e menos poluentes. "As Smart Cities precisam de soluções que otimizem o espaço público. Motos e scooters elétricas ocupam menos espaço, não emitem gases de efeito estufa e contribuem para a redução da poluição sonora", ressalta.
Em períodos de grande fluxo urbano, como o Carnaval, a agilidade se torna um diferencial. Na análise do representante da Ecoolmove, enquanto o trânsito trava com bloqueios e excesso de veículos, os autopropelidos e scooters elétricas podem fluir com mais facilidade.
Apesar das vantagens, a segurança permanece como ponto central para o setor. Beça recomenda práticas essenciais para garantir uma experiência segura. "É essencial que o condutor use equipamentos de proteção, como o capacete, além de respeitar rigorosamente os limites de velocidade das vias. A manutenção preventiva, especialmente de freios e pneus, e o carregamento correto das baterias também são vitais para garantir uma experiência segura e duradoura", observa.
A Ecoolmove reforça que todos os seus veículos autopropelidos estão livres de emplacamento e CNH, conforme a resolução vigente. Para Beça, o futuro das cidades será elétrico e compartilhado.
"Atuamos com o objetivo de fazer com que essa transição não seja apenas tecnológica, mas cultural, mostrando que é possível ter alta performance e design sofisticado com impacto ambiental zero", conclui o sócio-fundador da Ecoolmove.
Para saber mais, basta acessar: http://www.ecoolmove.com.br